| Abaixo
vai a transcrição, na íntegra, do bloco do programa
Globo Repórter de 25/06/2004, sobre Terapias Alternativas -
referente às terapias por imposição das mãos,incluindo
o Reiki.
Imposição
de mãos
A força
cósmica. As mãos e seus poderes. A cura. A medicina
sintonizada nos mistérios do Universo. Nosso corpo é
mesmo um
canal de transmissão de energia, capaz de acalmar, aliviar
dores e combater doenças? Os pesquisadores estão buscando
respostas para essas perguntas. Mas já há indícios,
algumas
comprovações daquilo que muita gente ainda duvida. A
técnica
é conhecida como imposição de mãos.
O biólogo Ricardo Monesi, da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), defende em sua tese de doutorado que essa
prática funciona como tratamento complementar nos distúrbios
orgânicos e psicológicos. Há três anos ele
vem fazendo
experiências em camundongos.
Depois de cinco
dias de tratamento, o sistema imunológico dos
animais foi examinado em laboratório. Resultado: os
camundongos que receberam a energia das mãos apresentaram
maior capacidade de destruir células cancerígenas.
"Nós
podemos, através desse tratamento por imposição
de mãos,
aumentar o poder de combate do sistema imunológico de
qualquer ser", revela o biólogo.
O
reiki é um dos mais conhecidos tratamentos por imposição
de
mãos. Uma técnica inventada no Japão e que vem
ganhando
adeptos no mundo inteiro.
"Nós canalizamos uma energia que acreditamos vir do
Altíssimo. Essa energia, em contato com o paciente, faz com
que se desprenda dele o que está em desequilíbrio. Nós
percebemos isso não por crença apenas, mas pelos resultados",
diz a pedagoga Inês Moura.
"A pessoa que recebe o reiki responde melhor ao tratamento.
Observei isso em vários pacientes, porque a função
imunológica foi ativada pelo reiki. Isso ajuda a combater a
doença", afirma a médica homeopata Dora Luiza Usam.
Ajudou a aposentada
Vera Lucia Germano a enfrentar a
esclerose múltipla. Ela já estava desanimada.
"Quando cheguei
para receber o reiki, estava em cadeira de
rodas. Sem andar e até sem vontade de viver", conta dona
Vera
Lucia.
Mas quando ela
começou a fazer o tratamento, tudo mudou.
"Hoje não
uso mais muleta, não uso mais nada. O reiki me
trouxe a energia. Eu me sentia toda bagunçada interiormente
-
com baixa auto-estima, sem vontade de viver, sem futuro, sem
nada", relata dona Vera Lucia.
É com a
energia das mãos que o vendedor Heitor Vicente Sola
quer se livrar de uma degeneração progressiva nos músculos.
A
esperança dele é o mestre Shioda, um especialista japonês.
Seu Heitor anda com muita dificuldade e quase não consegue
movimentar o braço direito.
No exame, a causa
da doença é identificada pelo toque dos
dedos. Mestre Shioda diz que é um desvio na coluna, agravado
por problemas no nervo ciático. Concentrado, ele começa
a
transferir a energia das mãos para as áreas afetadas
do
corpo. É uma espécie de aplicação energética
que dura 15
minutos.
"Sinto uma
diferença para melhor", diz o vendedor.
Quanto ao desequilíbrio das pernas, só andando um pouco
para
saber.
"Sinto mais
firmeza, ando mais fácil. Depois da aplicação
sinto mais segurança", garante Heitor.
Hoje, o comerciante
Tuguio Furukawa já está quase correndo.
Há três meses, ele mal conseguia se levantar da cama.
"Se eu andasse
mais rápido, caía, porque não tinha firmeza.
Agora posso descer a escadaria do metrô", ele conta.
Cinco dias depois,
Heitor foi reencontrado na clínica do
especialista japonês, em São Paulo. Era a quinta sessão
do
tratamento. O mestre Shioda continua trabalhando nos pontos
doloridos com a energia, que, segundo ele, vem do Universo.
"Eu sinto
um calor fraquinho", conta Heitor.
Mais um teste
no corredor. Seu Heitor se sente mais animado.
"Agora eu
senti firmeza. Para quem estava de bengala, é um
milagre", ressalta ele.
Todas as técnicas
conhecidas que utilizam a energia das mãos
como terapia estão sendo estudadas. Para Ricardo Monesi, a
divulgação dos resultados científicos não
vai demorar muito.
Os médicos estão otimistas.
"Se a medicina
já pode receitar esse tipo de tratamento? Isso
eu enxergo como uma possibilidade futura. Não como uma
promessa longínqua, mas sim como uma coisa que já poderemos
estar utilizando e os médicos podem estar prescrevendo muito
em breve", anuncia o pesquisador.
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